fonte: Gabriel Garcia, da CNN Brasil
Avanço em sistemas antidrone e antitanque reforça a parceria de defesa entre Brasil e Emirados Árabes Unidos, que ganha ritmo com desenvolvimento tecnológico conjunto
A Marinha do Brasil e o Edge Group, um dos maiores conglomerados da indústria de defesa do mundo, anunciaram nesta quinta-feira (20) novos avanços na parceria que prevê o desenvolvimento conjunto de um sistema antidrone.
Um grupo de trabalho composto por especialistas das duas partes já foi estabelecido. Uma demonstração das capacidades foi programada para dezembro, e o primeiro pacote tecnológico deve ser entregue em 2026.
A capacidade antidrone das Forças Armadas brasileiras é considerada limitada por especialistas, e a parceria com o conglomerado emirati, que domina esse tipo de tecnologia, busca justamente preencher essa lacuna.
O uso massivo de drones tem sido uma das marcas das guerras modernas e se consolidou como uma das principais armas empregadas no conflito entre Rússia e Ucrânia, ao lado de mísseis de cruzeiro.
A corrida por soluções antidrone movimenta bilhões em pesquisa e desenvolvimento na indústria de defesa, impulsionada pela demanda crescente de governos por alternativas rápidas e de menor custo para lidar com esses sistemas modernos.
Na última quarta-feira (19), a SIATT, empresa brasileira de tecnologia avançada que integra o Edge Group, anunciou a assinatura de um contrato para fornecer uma solução integrada de defesa antitanque ao Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil.
O sistema será instalado em dois veículos 4×4 de alta mobilidade, com proteção balística leve, capazes de operar em terrenos difíceis.
A solução combina um míssil guiado de alta precisão desenvolvido pela própria SIATT com uma plataforma de drones equipada para missões de vigilância, reconhecimento e ataque.



