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Manifestantes protestam em Porto Alegre contra maus-tratos ao cão Orelha, morto em Santa Catarina

Segundo a Polícia Civil, quatro adolescentes são suspeitos de agredir o cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis. Além deles, três adultos — dois pais e um tio dos jovens — foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha durante as investigações.

Manifestações pedindo justiça pelo caso Orelha ocorreram em diferentes cidades do Estado. O cachorro comunitário morreu em janeiro após sofrer maus-tratos em Florianópolis. Em Porto Alegre, o ato foi realizado no Parque da Redenção e contou com a presença de manifestantes e de seus próprios animais de estimação. A mobilização foi convocada por uma ONG de defesa dos direitos dos animais.

Os participantes levaram cartazes cobrando punição aos responsáveis pelo crime. Em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, ativistas da causa animal vestidos de preto se concentraram no Parque dos Macaquinhos, também com faixas pedindo o fim da impunidade em casos de maus-tratos contra animais.

O crime

Orelha foi brutalmente espancado e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. De acordo com a investigação, os autores do ataque são quatro adolescentes de classe média alta. Dois deles haviam viajado com a família para os Estados Unidos, mas anteciparam o retorno ao Brasil e desembarcaram na última quinta-feira (29), em razão do avanço das investigações.

Durante os atos, além dos pedidos de punição aos agressores, manifestantes também entoaram palavras de ordem defendendo a redução da maioridade penal no país.

Investigação policial

Na quinta-feira (29), a Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Florianópolis, recolhendo os celulares de dois dos adolescentes investigados. Segundo a corporação, com apoio da Polícia Federal, foi possível identificar a antecipação do retorno dos jovens ao Brasil, que foram intimados a prestar depoimento.

Ao todo, quatro adolescentes são apontados como autores do espancamento. Os outros dois já haviam sido alvo de uma operação policial realizada na segunda-feira (26).

Por se tratar de menores de idade, os nomes, idades e localizações dos suspeitos não foram divulgados, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante sigilo absoluto nesses casos.

O procedimento de apuração de ato infracional foi instaurado pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Ainda não há data definida para a oitiva dos envolvidos.

Também foram indiciados três adultos — dois pais e um tio dos adolescentes — suspeitos de coagir uma testemunha. A vítima seria o vigilante de um condomínio, que teria uma fotografia capaz de contribuir para o esclarecimento do crime.

A Polícia Civil aguarda ainda a conclusão do laudo de corpo de delito do cão Orelha, que deve detalhar as circunstâncias da morte e reforçar os elementos da investigação.

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