Alívio no cenário internacional aumenta apetite por risco e favorece mercados emergentes
O dólar voltou a níveis anteriores ao início do conflito no Oriente Médio, enquanto a Bolsa brasileira registrou alta, impulsionada pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.
O movimento reflete um maior apetite ao risco por parte dos investidores, diante de sinais de que o conflito pode caminhar para uma solução diplomática.
Dólar cai e retorna ao patamar de fevereiro
A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,15, com queda de 0,43%. Durante o pregão, chegou a atingir R$ 5,14, retornando ao patamar observado antes da escalada da guerra no fim de fevereiro.
No acumulado, o dólar registra:
- queda de 1,42% na semana
- recuo de 6,06% no ano
O enfraquecimento da moeda também foi observado no exterior, com queda do índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras divisas globais.
Bolsa brasileira acompanha cenário externo
O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou em leve alta de 0,26%, aos 187.953 pontos.
O desempenho foi impulsionado principalmente por:
- ações do setor financeiro
- empresas ligadas à economia doméstica
- expectativa de queda dos juros
Com o cenário internacional mais estável, cresce a percepção de que o Banco Central pode avançar no ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic).
Possível acordo reduz tensões globais
A melhora no humor do mercado foi impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a possibilidade de encerrar o conflito com o Irã em breve.
Apesar disso, o governo iraniano ainda não confirmou negociações formais, mantendo certo nível de incerteza no cenário global.
Petróleo recua com expectativa de solução diplomática
Outro reflexo direto da possível trégua foi a queda nos preços do petróleo, diante da expectativa de normalização da oferta global.
- WTI caiu para cerca de US$ 100 o barril
- Brent recuou para pouco acima de US$ 101
Mesmo com a recente queda, os preços seguem elevados e sensíveis a novos desdobramentos geopolíticos.
Impacto nos mercados emergentes
Com a redução das tensões, moedas de países emergentes — como o real brasileiro — ganharam força frente ao dólar.
O cenário também favorece a entrada de capital estrangeiro e melhora as perspectivas para ativos de risco, como ações e títulos públicos.
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