O relatório final da Polícia Civil do Tocantins trouxe novos detalhes sobre a fuga de uma das investigadas no caso que apura supostas irregularidades em contratos relacionados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.
Segundo os investigadores, a suspeita deixou o local onde estava poucos minutos antes da chegada das equipes responsáveis pelo cumprimento dos mandados judiciais.
A investigação está relacionada a um contrato de aproximadamente R$ 139 milhões firmado para a gestão de unidades da rede municipal de saúde. O caso vem sendo apurado pela Polícia Civil e segue sob análise dos órgãos responsáveis pela persecução penal.
Relatório descreve movimentação antes da operação
De acordo com a Polícia Civil, a investigada teria sido alertada sobre a operação policial e conseguido deixar o local antes da chegada dos agentes. O relatório aponta que houve uma série de movimentações realizadas nas horas que antecederam o cumprimento das medidas autorizadas pela Justiça.
Os investigadores afirmam que a saída ocorreu em um intervalo de tempo considerado suficiente para evitar o cumprimento imediato das determinações judiciais. A apuração busca esclarecer quem participou da logística da fuga e de que forma a informação sobre a operação teria chegado aos envolvidos.
Polícia investiga possível rede de apoio
O documento também aponta a existência de pessoas que teriam auxiliado a investigada durante a fuga. Segundo a investigação, veículos, comunicações e apoio operacional teriam sido utilizados para facilitar o deslocamento antes da chegada das equipes policiais.
Esses fatos passaram a integrar o inquérito e podem resultar em responsabilizações adicionais, dependendo da análise do Ministério Público e do andamento das investigações complementares.
Contrato de R$ 139 milhões está no centro da investigação
A apuração tem como foco contratos ligados à administração das UPAs de Palmas. A Polícia Civil investiga possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos, execução contratual e a atuação de pessoas ligadas ao processo de contratação.
O contrato investigado tem valor estimado em R$ 139 milhões e foi alvo de uma operação policial realizada neste mês. A investigação também resultou no indiciamento de diversos envolvidos por crimes que incluem, segundo a polícia, peculato, corrupção e outros delitos relacionados à administração pública.
Caso será analisado pelo Ministério Público
Com a conclusão do relatório policial, o material foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá os próximos passos do caso.
Entre as possibilidades estão a solicitação de novas diligências, o oferecimento de denúncia à Justiça ou o arquivamento de parte das conclusões apresentadas pela Polícia Civil.
Investigação ainda não representa condenação
Especialistas lembram que o relatório policial corresponde à fase investigativa do processo. As conclusões apresentadas pela Polícia Civil representam a interpretação dos fatos obtidos durante o inquérito e ainda serão submetidas à análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Os investigados permanecem amparados pelos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência até eventual decisão judicial definitiva.
