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Nova Indústria Brasil receberá mais R$ 140 bilhões até o fim de 2026

Cerimônia de aniversário do BNDES

Cerimônia de aniversário do BNDES

A política industrial do governo federal ganhará um novo reforço financeiro. A Nova Indústria Brasil (NIB) receberá mais R$ 140 bilhões em recursos até o final de 2026, ampliando para R$ 750 bilhões o volume total de investimentos disponibilizados desde o lançamento do programa, em 2023.

O anúncio foi feito durante as comemorações dos 74 anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Os novos recursos serão disponibilizados pelo BNDES e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), instituições responsáveis por financiar projetos voltados ao fortalecimento da indústria nacional, inovação tecnológica e aumento da competitividade do setor produtivo brasileiro.

Recursos serão direcionados a setores estratégicos

O aporte adicional será destinado a áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico do país. Entre os segmentos contemplados estão fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias de uso dual, com aplicações civis e militares.

A expectativa é que os investimentos acelerem a modernização da indústria brasileira e ampliem a capacidade de inovação em setores considerados estratégicos para o crescimento econômico e tecnológico do país.

Programa chega a R$ 750 bilhões em investimentos

Com a nova injeção de recursos, a Nova Indústria Brasil alcançará R$ 750 bilhões em investimentos previstos entre 2023 e 2026. O programa foi criado para estimular a reindustrialização do país, aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade da indústria brasileira no mercado global.

Segundo o governo federal, a iniciativa busca ampliar a capacidade produtiva nacional por meio de linhas de crédito, financiamentos, incentivos à inovação e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

BNDES destaca recuperação do setor industrial

Durante o anúncio, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o papel da instituição no fortalecimento da indústria nacional e na recuperação da capacidade de investimento do setor produtivo. Segundo ele, os resultados obtidos nos últimos anos demonstram a retomada da política industrial como instrumento de desenvolvimento econômico.

O banco vem ampliando sua participação em programas voltados à inovação, sustentabilidade e transformação tecnológica das empresas brasileiras.

Inteligência artificial e tecnologia estão entre as prioridades

Um dos destaques da nova fase da Nova Indústria Brasil é a ampliação dos investimentos em inteligência artificial e tecnologias avançadas. O objetivo é acelerar a digitalização da economia, aumentar a produtividade e estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras em diferentes segmentos industriais.

A estratégia acompanha a tendência global de fortalecimento de setores ligados à transformação digital, automação e desenvolvimento tecnológico.

Máquinas agrícolas e fertilizantes também receberão incentivos

O agronegócio está entre os setores que poderão se beneficiar diretamente dos novos investimentos. Recursos serão destinados ao desenvolvimento da indústria de máquinas agrícolas, fertilizantes e insumos estratégicos para a produção rural.

A medida busca reduzir a dependência externa de produtos considerados essenciais para a competitividade do campo e fortalecer a cadeia produtiva nacional.

Governo aposta na reindustrialização do país

A ampliação dos recursos reforça a estratégia do governo de estimular a reindustrialização da economia brasileira. A expectativa é que os investimentos contribuam para a geração de empregos qualificados, aumento da produtividade, fortalecimento da inovação e expansão da participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB).

Com o novo aporte, a Nova Indústria Brasil consolida-se como uma das principais políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento industrial e tecnológico do país nos próximos anos.

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