O Reino Unido recusou participar do bloqueio naval anunciado por Donald Trump no Estreito de Ormuz, após negociações fracassadas com o Irã.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou: “Qualquer que seja a pressão, não vamos ser arrastados para a guerra”, em entrevista à BBC nesta segunda (13/4/2026).
Navios britânicos mantêm operações no Oriente Médio (caça-minas e antidrones), mas não bloquearão portos iranianos. Trump cobra aliados para controlar a rota vital de petróleo, chamando-os de “covardes” e ameaçando abandonar a Otan.
Reações Internacionais e Diplomacia
- França: Macron planeja conferência com UK “nos próximos dias” para restaurar navegação pacífica, “estritamente defensiva”.
- Japão: Chefe de gabinete Minoru Kihara acompanha e defende “desescalada por diplomacia”. Grande importador de petróleo do Golfo.
- China: Porta-voz Guo Jiakun: “Conflito deve cessar primeiro. China desempenhará papel construtivo.”
- Rússia/China: Vetaram resolução ONU do Bahrein para uso de força em Ormuz.
Irã ameaça retaliar portos no Golfo Pérsico e Mar de Omã se atacado. Comando Central EUA: Bloqueio imparcial a navios de/para portos iranianos.
Impactos Econômicos Globais
- Petróleo Brent: Subiu 5,5% para US$ 100/barril com anúncio.
- Volume: 20% do petróleo e gás mundial passa por Ormuz (20 mi barris/dia pré-guerra).
Contexto: Após cessar-fogo falho em Islamabad (Paquistão), Trump impõe bloqueio para forçar reabertura.
