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Cemaden alerta para seca no Tocantins e redução da vazão dos rios Tocantins e Araguaia

Encontro dos rios Araguaia e Tocantins

Encontro dos rios Araguaia e Tocantins

O estudo também prevê redução da vazão na bacia Tocantins-Araguaia nos próximos meses.

O período de estiagem já começa a provocar impactos no Tocantins. Um novo boletim divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que áreas do oeste do estado enfrentam condições de seca moderada e severa.

O cenário preocupa produtores rurais, gestores públicos e especialistas, já que a diminuição da disponibilidade de água pode afetar atividades estratégicas para a economia estadual, como agricultura, pecuária, geração de energia e abastecimento urbano.

Oeste do Tocantins concentra áreas mais afetadas

De acordo com o Índice Integrado de Seca (IIS), utilizado pelo Cemaden para monitorar a intensidade da estiagem, as áreas mais críticas estão localizadas no oeste do Tocantins. A região aparece entre os principais núcleos de seca identificados atualmente no país.

O levantamento mostra que as condições variam entre seca moderada e severa. Apesar da previsão indicar uma possível redução das áreas mais críticas até o fim de junho, o monitoramento continua sendo considerado essencial durante toda a estação seca.

Rios Tocantins e Araguaia seguem em condição crítica

Outro ponto de atenção destacado pelo boletim é a situação hidrológica da bacia Tocantins-Araguaia. Os indicadores apontam que os rios Tocantins e Araguaia permanecem em condição de seca que varia entre severa e extrema.

A única exceção observada pelo estudo está na região da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa, localizada nas cabeceiras do Rio Tocantins, onde a seca foi classificada como moderada. Nos demais trechos monitorados, o cenário continua mais preocupante.

Além da situação atual, as projeções indicam que a vazão dos rios deverá permanecer abaixo da média histórica durante os próximos meses, acompanhando a redução das chuvas típica do período seco.

Agricultura e pecuária podem sentir os impactos

A diminuição da disponibilidade hídrica exige atenção do setor produtivo. Para especialistas, o momento reforça a necessidade de planejamento para irrigação, dessedentação animal e demais atividades que dependem diretamente dos recursos hídricos.

A redução das vazões também pode gerar impactos indiretos na produtividade agrícola e aumentar os desafios enfrentados pelos produtores durante a entressafra.

Risco de queimadas aumenta durante a estiagem

Além da seca, o boletim do Cemaden alerta para o aumento do risco de incêndios florestais entre os meses de junho e agosto. As regiões Norte e Centro-Oeste concentram as condições mais favoráveis para a ocorrência de queimadas durante esse período.

O Tocantins está entre os estados que tradicionalmente registram aumento nos focos de calor durante a estação seca, o que reforça a necessidade de ações preventivas e monitoramento constante das áreas rurais e de vegetação nativa.

Monitoramento será fundamental nos próximos meses

O Cemaden destaca que o acompanhamento contínuo das condições climáticas e hidrológicas será essencial para reduzir os impactos provocados pela estiagem. A combinação entre baixa umidade, redução das chuvas e menor volume de água nos rios exige atenção de produtores rurais, gestores públicos e usuários dos recursos hídricos.

Com a previsão de agravamento das condições hidrológicas na bacia Tocantins-Araguaia ao longo do período seco, especialistas recomendam planejamento e uso racional da água para minimizar os efeitos da estiagem sobre a economia e o meio ambiente.

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