A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou que a bandeira tarifária para o mês de maio será amarela.
Com isso, os consumidores voltarão a pagar um valor adicional na conta de luz após meses sem cobrança extra.
Na prática, a taxa será de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Mudança ocorre após período de bandeira verde
Até abril, o cenário era mais favorável. Durante os primeiros meses de 2026, a bandeira permaneceu verde, o que garantiu contas sem acréscimos.
No entanto, com a chegada de maio, o contexto mudou. Isso porque o volume de chuvas começou a diminuir, especialmente na transição do período chuvoso para o seco.
Menos chuva pressiona custo da energia
Com menos água nos reservatórios, a geração por hidrelétricas perde força. Como consequência, o sistema elétrico precisa acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.
Dessa forma, a Aneel optou por acionar a bandeira amarela. Assim, o consumidor passa a arcar com parte desse aumento no custo de geração.
Entenda o que significa a bandeira amarela
O sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicador do custo da energia no país. Em linhas gerais, cada cor sinaliza uma condição diferente de geração:
- Verde: sem cobrança adicional
- Amarela: custo moderado, com pequeno acréscimo
- Vermelha: custo alto, com taxas maiores
Portanto, a bandeira amarela indica um cenário intermediário — ou seja, a energia ainda não está no nível mais caro, mas já exige atenção do consumidor.
Impacto direto no bolso do consumidor
Mesmo sendo um acréscimo considerado moderado, a mudança pode impactar o orçamento, principalmente em residências com alto consumo.
Por isso, especialistas recomendam adotar medidas simples para economizar energia. Entre elas, destacam-se reduzir o tempo de uso de aparelhos elétricos e evitar desperdícios no dia a dia.
Sistema sinaliza custo real da energia
Criado para dar mais transparência, o sistema de bandeiras tarifárias permite que o consumidor acompanhe, mês a mês, as condições de geração de energia no país.
Assim, além de informar, o modelo também incentiva o uso consciente da eletricidade — especialmente em períodos de custo mais elevado.


