Brasil está entre os países mais afetados por trojans bancários na América Latina. Veja como funcionam os golpes e como se proteger.
Os trojans bancários são atualmente o tipo de ameaça digital que mais afeta usuários no Brasil, segundo levantamento recente da empresa de cibersegurança ESET.
A análise, baseada em dados de telemetria coletados ao longo do último ano na América Latina, coloca o Brasil entre os países com maior atividade de malware na região — com foco crescente em fraudes financeiras.
Brasil está entre os mais atacados da América Latina
De acordo com o estudo, o Brasil ocupa a quarta posição no ranking regional de ataques, ficando atrás de:
- Peru
- México
- Argentina
O cenário acende um alerta: grande parte dos ataques registrados no país está diretamente ligada ao roubo de dados bancários e financeiros.
Como atuam os trojans bancários
Os trojans bancários são programas maliciosos desenvolvidos para:
- Monitorar atividades financeiras
- Capturar senhas e dados bancários
- Interceptar acessos a contas
- Realizar fraudes sem o conhecimento da vítima
Entre as ameaças mais comuns identificadas estão variantes como Trojan.JS/Spy.Banker, usadas para espionar usuários e coletar informações sensíveis.
Phishing e engenharia social impulsionam golpes
O estudo aponta que os criminosos digitais utilizam uma combinação de técnicas para aumentar a eficácia dos ataques.
As principais são:
- Phishing: envio de links falsos que imitam bancos e plataformas de pagamento
- Engenharia social: manipulação psicológica para enganar a vítima
- Downloads maliciosos: arquivos que instalam vírus no dispositivo
Essas campanhas são cada vez mais sofisticadas e conseguem simular ambientes legítimos com alto grau de realismo.
Malwares “inteligentes” tornam ataques mais perigosos
Outro destaque do levantamento é o uso de malwares do tipo downloader, como o Rugmi.
Esse tipo de ameaça funciona em etapas:
- Primeiro, analisa o dispositivo da vítima
- Depois, baixa o tipo de ataque mais eficaz para aquele perfil
👉 Isso aumenta significativamente as chances de sucesso das fraudes.
Especialistas fazem alerta sobre foco financeiro dos ataques
Segundo especialistas em segurança digital, o Brasil se tornou um alvo prioritário por conta do alto volume de transações online.
“O predomínio de trojans bancários reflete o interesse dos criminosos em explorar dados financeiros e sistemas de pagamento”, aponta análise da ESET.
América Latina registra crescimento de ataques
O cenário não é exclusivo do Brasil.
- O Peru lidera o volume de detecções
- O México se destaca por ataques com engenharia social
- A Argentina registra crescimento constante
Além disso, há forte presença de phishing em toda a região, com tentativas de roubo de dados por meio de arquivos falsos e páginas clonadas.
Falhas antigas ainda são exploradas por hackers
Um ponto preocupante destacado no estudo é o uso de vulnerabilidades antigas, como a falha CVE-2012-0143, ainda explorada por criminosos.
Isso mostra que muitos sistemas continuam desatualizados, facilitando ataques.
Como se proteger de trojans bancários
Especialistas recomendam medidas simples, mas essenciais:
- 🔒 Manter sistemas e aplicativos sempre atualizados
- 🛡️ Utilizar antivírus e soluções de segurança confiáveis
- ⚠️ Evitar clicar em links suspeitos
- 📩 Desconfiar de mensagens que pedem dados pessoais
- 🔐 Ativar autenticação em duas etapas
Conclusão: ameaça cresce e exige atenção dos usuários
O avanço dos trojans bancários no Brasil reforça a necessidade de maior atenção dos usuários com segurança digital.
Com ataques cada vez mais sofisticados e direcionados ao roubo financeiro, a prevenção continua sendo a melhor defesa.


