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Itália decide extraditar chinês acusado de hacker para os EUA por roubo de pesquisas da covid

O governo da Itália decidiu extraditar o cidadão chinês Xu Zewei para os Estados Unidos, onde ele responde por acusações de crimes cibernéticos, incluindo o roubo de pesquisas médicas sobre a covid-19.

A decisão veio após um tribunal italiano autorizar a extradição no início deste mês. Agora, o caso avança para a fase final do processo judicial entre os dois países.


Prisão aconteceu em Milão a pedido das autoridades americanas

Xu Zewei foi preso em Milão, em 3 de julho de 2025, após um pedido formal das autoridades dos Estados Unidos. Segundo a acusação, ele teria participado de ações de pirataria digital entre fevereiro de 2020 e junho de 2021.

Os promotores norte-americanos apontam crimes como fraude eletrônica e roubo qualificado de identidade, além de espionagem cibernética ligada ao acesso indevido de informações sensíveis.


EUA acusam hacker de atuar a mando do governo chinês

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), Xu teria atuado em nome do governo chinês para invadir universidades, laboratórios e centros de pesquisa que desenvolviam vacinas, testes e tratamentos contra a covid-19.

Além disso, as investigações apontam que ele teria integrado, em 2021, o grupo de ciberespionagem conhecido como Hafnium, acusado de invadir milhares de computadores em vários países, especialmente nos Estados Unidos.


Defesa alega erro de identidade

Apesar da decisão judicial, a defesa de Xu contesta as acusações. O advogado Enrico Giarda afirmou que seu cliente seria vítima de erro de identidade e disse que, até o momento, ele ainda não recebeu comunicação oficial sobre a extradição.

O governo italiano também evitou comentar publicamente o caso após a confirmação da decisão.


Caso reforça tensão internacional sobre espionagem digital

O processo aumenta a tensão entre China e Estados Unidos em um momento de forte disputa geopolítica envolvendo segurança digital, espionagem internacional e proteção de propriedade intelectual.

Além disso, o caso chama atenção pela gravidade das acusações, principalmente por envolver pesquisas médicas realizadas durante o período mais crítico da pandemia.

Redação AtosTI
Redação AtosTIhttp://www.atosti.com.br
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