HomeDESTAQUESPerimenopausa: estilo de vida moderno pode ser responsável por antecipação dos sintomas 

Perimenopausa: estilo de vida moderno pode ser responsável por antecipação dos sintomas 

Especialista do Sabin explica sobre a fase de transição para a menopausa, que tradicionalmente se inicia após os 40 anos, e alerta: “desconfortos não podem ser normalizados” 

Insônia, irritabilidade, cansaço extremo, lapsos de memória e alterações no ciclo menstrual costumam ser associados à correria do dia a dia e ao estresse. No entanto, esses sinais também podem indicar o início da perimenopausa, fase de transição que antecede a menopausa e marca o declínio natural da função ovariana.

Cada vez mais debatida, a perimenopausa tem levado mulheres a buscar informação, diagnóstico e acompanhamento médico para entender melhor as mudanças físicas e emocionais desse período. Tradicionalmente, a fase começa após os 40 anos, mas especialistas observam que fatores ligados ao estilo de vida moderno podem influenciar o surgimento precoce ou o agravamento dos sintomas.

Segundo a endocrinologista Isabella Oliveira, do Grupo Sabin no Tocantins, os desconfortos não devem ser tratados como algo normal da rotina.

“É fundamental que esses desconfortos não sejam normalizados. Uma avaliação clínica detalhada, aliada a exames laboratoriais, é essencial para confirmar a fase da perimenopausa e descartar outras condições, como distúrbios da tireoide, que podem apresentar sintomas semelhantes”, explica a especialista.

Ela ressalta que o diagnóstico correto permite indicar abordagens mais adequadas para cada paciente. Entre elas estão mudanças no estilo de vida, prática de atividades físicas, alimentação equilibrada e, em alguns casos, terapia de reposição hormonal.

No Brasil, a menopausa ocorre, em média, aos 51 anos. Já a perimenopausa pode começar até oito anos antes da última menstruação. Durante esse período, os hormônios femininos, principalmente estrogênio e progesterona, passam por oscilações imprevisíveis, o que provoca alterações físicas e emocionais.

Além da predisposição genética, hábitos da vida moderna têm impacto direto nesse processo. Estresse crônico, má alimentação, sedentarismo, obesidade e tabagismo podem desregular o eixo hormonal e favorecer uma transição mais intensa.

“Hoje, as pessoas estão mais informadas e dispostas a discutir o tema, o que aumenta a procura por um diagnóstico preciso para garantir qualidade de vida”, reforça Isabella Oliveira.

Sintomas mais comuns da perimenopausa

A irregularidade menstrual costuma ser o primeiro sinal percebido pelas mulheres. Os ciclos podem ficar mais curtos ou mais longos, além de apresentarem alterações no fluxo menstrual.

Ao mesmo tempo, outros sintomas também afetam diretamente o bem-estar, como:

  • ondas de calor (fogachos);
  • dificuldade para dormir;
  • alterações de humor;
  • irritabilidade;
  • queda de energia;
  • dificuldade de concentração;
  • lapsos de memória.

Por isso, o acompanhamento médico se torna importante para diferenciar a perimenopausa de outras condições hormonais e metabólicas.

Exames ajudam no diagnóstico preciso

Para avaliar o perfil hormonal e a saúde geral da paciente, a endocrinologista recomenda exames laboratoriais específicos. Entre os principais estão:

  • FSH (Hormônio Folículo-Estimulante): tende a aumentar com a redução da função ovariana;
  • Estradiol (E2): principal hormônio feminino, que apresenta oscilações e redução progressiva;
  • TSH e T4 Livre: ajudam a descartar alterações na tireoide;
  • LH, progesterona, testosterona total e livre e SHBG: permitem uma avaliação hormonal mais completa.

Segundo a especialista, a perimenopausa não representa uma doença, mas uma fase natural da vida da mulher. Ainda assim, os sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida quando não recebem atenção adequada.

“Com acompanhamento médico, prática regular de atividade física e alimentação equilibrada, é totalmente possível atravessar essa transição com saúde, bem-estar e qualidade de vida”, finaliza.

Sabin no Tocantins

O Grupo Sabin atua no Tocantins desde 2012 e possui 16 unidades distribuídas entre Palmas, Araguaína, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Guaraí e Colinas do Tocantins. A empresa é referência em exames laboratoriais e serviços de saúde.

Atualmente, a vacinação está disponível exclusivamente na unidade Matriz, em Palmas. Além disso, o grupo integra o ecossistema Rita Saúde, plataforma que conecta clínicas, farmácias e profissionais da área da saúde.

Com 41 anos de atuação no Brasil, o grupo mantém presença em 14 estados e no Distrito Federal, com cerca de 7,4 mil colaboradores e mais de 362 unidades em funcionamento.

RELATED ARTICLES

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments